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Minha História

Sou natural de Taubaté, interior de São Paulo. E foi lá que, aos 5 anos, ganhei minha primeira bicicleta. Era linda: uma BMX Pantera, da Monark, com freio a tambor na roda traseira. O sonho da molecada no início da década de 80...

Como naquela época não existia bikefit* (e acho que também pra economizar na compra de uma bicicleta maior mais para frente) meu pai comprou essa, mesmo ela sendo “um pouco” grande para mim... rs. Ela tinha um pedal de ferro com uns “dentes” que mais pareciam um serrote e serviam pra grudar no tênis e não escapar o pedal. Porém, com a minha superaltura para aquela bicicleta, esses dentes se tornaram um martírio: o pedal sempre escapava e voltava direto na minha canela. Eu vivia com curativo nas pernas, cheguei a pedalar de meião de futebol  pra proteger meus cambitos...

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Já entre meus 12 e 15 anos a bicicleta serviu como brincadeira: era pega-pega de bike, correr  atrás de pipa, derrapar na chapa de raio-X na rua de terra – basicamente você deveria vir o mais rápido possível e frear com a roda traseira em cima dela, para derrapar o mais longe possível. Um dia tentei fazer isso com a roda dianteira e não deu muito certo...

Aprendi a andar sem as mãos (e era muito bom nisso, diga-se de passagem). Ia da minha casa até minha dentista sem encostar no guidão e chegava todo feliz quando obtinha sucesso no meu desafio. Só não aprendi a andar com uma roda, minha frustração até hoje... hahaha. Quando alguém num pedal faz isso, tenho vontade de chorar!

Aí vieram meus 15 anos: festinhas, “sonzinhos”,  paquerinhas... E lá estava ela, me levando até a porta dos colégios para ver as meninas na saída da aula. Às vezes até dava carona para alguma paquera no quadro da bike. Bons tempos!

Fiz 18 anos e o carro entrou na rotina: deixei de levar as meninas no quadro da bike para não perder mercado para a concorrência... Mas ainda pedalava para ir para a faculdade e depois até a academia, onde eu trabalhava. Só dirigia se chovesse e ainda assim esperava até o último minuto para decidir.

 

 

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Quando me mudei para São Paulo, eu e a “magrela” vivemos uma crise. Aquele mundo sobre duas rodas... “that’s over baby”... Tentei algumas vezes percorrer o trecho da minha casa, no Km 25 da Raposo Tavares até a academia, no Km 27, mas não me sentia seguro no acostamento de uma rodovia cheia de caminhões e carros passando a mais de 100km/h. Abandonei de vez a bicicleta. Quando voltava pra Taubaté usava o carro até para ir à dentista, e não tirava a mão do volante... Que chato!

Num sábado de sol, em 2012, um amigo meio doido me chamou pra dar uma volta de bike. Emprestei a do meu pai (eu nem tinha mais uma só minha). Pedalamos até um bairro, depois até outro mais longe, depois outro, até que chegamos à estrada de Ubatuba. Seguimos por uma estrada de terra, passamos por um rio cristalino e pegamos uma subida... Quando chegamos ao topo e fui surpreendido com aquela vista privilegiada, pensei: vou fazer isso para sempre!

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Comecei então a pesquisar sobre bicicletas, as melhores para cada finalidade e comprei uma Mountain Bike usada de um rapaz do Rio de Janeiro. E não parei mais: todo fim de semana estou em cima da bike, em uma trilha com amigos. Descobri que pedalando consigo refletir sobre minha vida, sobre o que eu quero pra mim, ter novas ideias no trabalho, programar a próxima viagem, ou, simplesmente, desfrutar da natureza. Já fiz algumas cicloviagens e descobri que é a melhor maneira de se viajar: é barato e você enxerga o mundo com detalhes que passariam despercebidos se estivesse num carro. A bicicleta funciona é como uma lupa no mundo.

De 2012 pra cá consegui trazer vários amigos para o pedal. Em 2016 criei um pedal noturno para iniciantes, chamado Pedal Coletivo, e espero poder trazer mais gente ainda com a 1º Pedal – Escola de Bicicleta. Agora, então, ensino pessoas de todas as idades a sentir como é bom pedalar uma bike! Quero mostrar como é prazeroso e fácil andar de bicicleta, ajudar quem está começando, dar dicas de tudo que se refere ao mundo do pedal e trocar figurinhas com os bikers mais experientes, pois sempre temos muito a aprender.

E aí, “bora” pro 1º Pedal?

 

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*BikefitAnálise feita por uma pessoa capacitada do ciclista pedalando em sua bicicleta para que a mesma fique totalmente ajustada as medidas do ciclista.